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Unila participa da Cúpula Social

sexta-feira 9 de novembro de 2012

 

A UNILA este ano participa do Programa Mercosul Social e Participativo, que tem como finalidade promover a participação de organizações sociais e, com elas, debater ações a serem empreendidas pelo governo durante a Presidência Pro tempore do Brasil no Mercosul. Visa ainda mobilizar a atuação de diversos setores da sociedade brasileira na Cúpula Social que acontece

nos dias 4 a 6 de dezembro, em Brasília.

"A Universidade participa das reuniões do Mercosul Social e Participativo - preparatórias para a Cúpula Social -, e também do próprio evento. Nesses dois momentos, um grupo de trabalho cuidará de relatar, sistematizar e produzir a memória dos debates realizados pelos movimentos sociais", explica o professor Nilson Araújo, coordenador do grupo, formado ainda por Gisele Ricobom e Felix Friggeri - docentes da área de Relações Internacionais -, e Renata Peixoto, coordenadora do curso de Ciência Política e Sociologia. O convite para a UNILA foi feito pela Secretária-Geral da Presidência da República.

A partir deste trabalho de relatoria e sistematização, será produzido um documento a ser entregue aos presidentes dos países membros do Mercosul. "O contato entre a UNILA e os blocos regionais deve ser constante. É importante estabelecer mecanismos de cooperação com esses organismos internacionais, dada nossa missão institucional", diz a professora Gisele Ricobom.

Participação social no Mercosul

O Programa Mercosul Social e Participativo, instituído em 2008 pelo presidente Lula, é uma iniciativa coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência e pelo Ministério de Relações Exteriores."Existem outros mecanismos dentro do bloco que permitem a participação de representantes da sociedade civil, como o Parlasul. No entanto, os grupos sociais reivindicam participação institucionalizada e permanente, não somente consultiva. É legítimo que exijam participação mais efetiva, pois a integração deve ser dos povos", afirma a professora Gisele Ricobom.

Ela contextualiza que o Mercosul, na sua primeira década, foi criado para facilitar a entrada dos Estados membros no comércio internacional, proteger os mercados e torná-los mais competitivos, seguindo princípios neoliberais. E, a partir de 2004, com mudanças nas concepções políticas dos países que compõem o bloco, buscou-se ampliar o sentido da integração, estabelecendo programas de proteção aos direitos humanos, por exemplo. "Foi importante ainda a criação, em 2006, do Fundo para Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), um mecanismo de investimento que objetiva reduzir as assimetrias e vulnerabilidades entre os países membros do Mercosul", diz.

O professor Nilson Araújo também ressalta transformações importantes no bloco. "O Mercosul avança à medida que aproxima os países da região e passa a ser o epicentro do processo de integração do conjunto da América do Sul. Sua principal conquista foi haver contribuído para derrotar o projeto da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas). Avança também ao integrar os movimentos sociais nos debates", diz.

Ele destaca, no entanto, que ainda há muitos problemas neste processo. "O principal deles é que sobrevive a prática que enfatiza as relações de comércio baseadas na competição, o que beneficia principalmente as grandes empresas instaladas ou não na região, sobretudo as transnacionais. Para superar isso, deve-se avançar para a integração produtiva - baseada na cooperação -, realizar a integração social, além de promover a interculturalidade", conclui.

 

Fonte: Rádio Cultura Foz

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