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Um setor com alta taxa de sobrevivência

segunda-feira 6 de janeiro de 2014

As micro e pequenas iniciam um novo ano demonstrando garra e vitalidade. Pelo último estudo do Sebrae, que atualizou em julho de 2013 os dados vem acompanhando desde a pesquisa de 2011, a taxa de sobrevivencia das empresas é de 76% e tem crescido. "Há uma década, ocorria o inverso. 70% fechavam as portas nos primeiros dois anos", recorda Sérgio Miletto. O estudo, segundo o próprio Sebrae, comprovou a capacidade dos empreendimentos brasileiros de superar dificuldades nos primeiros dois anos do negócio. Nesse período inicial, a empresa ainda não é conhecida no mercado, não possui carteira de clientes e, muitas vezes, os empreendedores ainda têm pouca experiência em gestão.

“A taxa de sobrevivência é muito alta e se deve principalmente a três fatores: legislação favorável, aumento da escolaridade e mercado fortalecido”, analisa o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. “O Supersimples – que reduz impostos e unifica os tributos em um só boleto – deu tratamento diferenciado e melhores condições aos pequenos negócios. A escolaridade aumentou no Brasil como um todo e também beneficiou as empresas, porque um empreendedor mais preparado se planeja melhor. E, por fim, a força do mercado interno, com mais de cem milhões de consumidores, impulsiona os pequenos negócios”, destaca Barretto.


Segundo estudo do Sebrae, a região com maior número de empresas que vencem a barreira dos dois anos de vida é a Sudeste, onde também se concentra a maior quantidade de pequenos negócios. Nessa região, o índice de sobrevivência atingiu 78%. Em seguida está o Sul do país, com taxa de 75,3%, depois o Centro–Oeste (74%), Nordeste (71,3%) e Norte (68,9%). “Empreender sempre envolve risco, por isso é natural ter um percentual de empresas que não avançam. Mas qualquer taxa acima de 70% já é considerada bastante positiva, inclusive como parâmetro internacional”, avalia o presidente do Sebrae.

Tomando como referência o estudo de sobrevivência das empresas feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) junto a 15 países, a taxa mais alta é da Eslovênia, com 78%. Ao atingir 76%, o Brasil supera países como o Canadá (74%), Áustria (71%), Espanha (69%), Itália (68%), Portugal (51%) e Holanda (50%), entre outros. O estudo da OCDE é o que mais se assemelha ao do Sebrae, no entanto considera ativa a empresa que tem ao menos um funcionário. Já o censo feito pelo Sebrae considera ativa a empresa que está em dia com a declaração fiscal junto à Receita Federal.

Preparar a entrada no mundo dos negócios é o primeiro passo para ter sucesso com uma empresa. De acordo com o Sebrae, elaborar um plano de negócios, avaliar sua capacidade financeira e não misturar as contas pessoais com as da empresa são algumas das principais dicas.

Os dados de 2013 comprovam o papel que as micro e pequenas empresas terão para movimentar a economia em 2014, desde que as políticas de apoio ao seu funcionamento e incentivo à sua valorização nas comunidades em que estão inseridas sejam promovidas pelo governo. É com essa perspectiva que a Alampyme.BR defende a adoção de políticas voltadas ao desenvolvimento local sustentável, com protagonismo das mpes em parceria com os movimentos e organizações da sociedade civil.

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