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Startups investem em aplicativos

segunda-feira 6 de janeiro de 2014

Com o apoio do governo e de grandes aportes de investidores, as startups, empresas em fase inicial, têm conquistado espaço e obtido sucesso na captação de recursos para expansão. Vencedor do concurso de aplicativos promovido pela Prefeitura do Rio, o Rio Apps 2012, a empresa Buus segue essa tendência e desenvolveu um aplicativo de mesmo nome para informar o momento exato em que o ônibus passa no ponto mais próximo do usuário. "Andava bastante de ônibus, percebemos os grandes problemas do transporte público. O Buus se propõe a resolver a espera do passageiro no ponto", disse um dos criadores do Buus, Warner Vonk.

Segundo Vonk, diariamente, o Rio contabiliza cinco milhões de viagens de ônibus, número que sobe para nove milhões se considerada toda a região metropolitana da cidade. "Em outros países, você sabe a hora exata que o transporte vai passar. Aqui não sabemos devido ao trânsito ou à falta de planejamento".

A startup tenta viabilizar um aplicativo mais completo a ser lançado na Copa do Mundo. Para ajudar nessa empreitada, a Papaya Ventures, uma investidora em Startups fez um aporte de R$ 150 mil. "Foi importante esse investimento. Agora pretendemos colocar alarmes que avisam com antecedência de cinco minutos a chegada do ônibus", disse Vonk.

Outra startup que recebeu incentivo foi a Usitapp, que desenvolveu um aplicativo para celular de mesmo nome, uma lista de espera para restaurantes. A ideia surgiu depois de a criadora penar na fila de um restaurante. "Pensei que não era possível que, em 2012, não existisse algo mais moderno para esperar", contou a fundadora da empresa Flavia Melon.

O aplicativo tem como receita uma mensalidade cobrada aos restaurantes, cujo valor varia conforme o fluxo de clientes. A startup também participou de um programa de seis meses da investidora Papaya Ventures e recebeu R$ 100 mil para investir. "Em janeiro, planejamos expandir o serviço no país e na América Latina", disse Flavia.

No mercado educacional, a empresa Easyaula, colocou seu nome em um programa de aulas online. O Easyaula oferece diversos tipos de conteúdos como matérias de design, marketing e empreendedorismo para alunos. Inicialmente com cursos presenciais, a startup passou por mais de dez cidades, oferecendo aproximadamente 200 aulas, quando percebeu que poderia arrecadar ainda mais oferecendo o serviço online. "Eram muitos pedidos de pessoas de outras cidades que não podiam ter acesso", afirmou o CEO da Easyaula, Diego Alvarez

Com receita através do pagamento dos alunos pelas aulas, a startup também recebeu diversos investimentos desde que foi criada, em 2009. Foram R$ 1 milhão da empresa educacional MCMillan e R$ 200 mil de financiamento do programa do governo federal Startup Brasil, além de um aporte da aceleradora digital 21212. Douglas Nunes (douglas.nunes@brasileconomico.com.br) Brasil Econômico

 

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