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Rumo à Tunísia, o Fórum Social Mundial tem na agenda a busca de uma nova economia

quinta-feira 31 de janeiro de 2013

O Fórum Social Mundial 2013 será realizado entre os dias 26 e 30 de março, na Tunísia, aproximando os movimentos altermundistas e sociais já históricos em seu processo das novas mobilizações surgidas com a Primavera Árabe ao norte da Africa, os Indignados na Espanha, os Occupy Wall Street e de outros países, além de movimentos estudantís e indígenas da America Latina e jovens ativistas do restante da África.

Será um encontro diferente dos anteriores, prometeu o marroquino Hamouda Soubhi, representante da organização Ejoussour e integrante do Comitê Organizador do FSM. Ele esteve no Brasil para participar de um seminário do GRAP, organização que reune alguns veteranos do FSM no Brasil e que realizou um seminário com organizações parceiras entre os dias 29 e 31 de janeiro, em São Paulo. A atividade foi seguida de dois painéis abertos ao público e uma entrevista coletiva, em que Hamouda apontou os diálogos com os novos ativismos entre as novidades, mas também a realização uma grande assembléia mais propositiva ao final do processo, para impulsionar as agendas de ação dos movimentos contra o neoliberalismo.

Além de uma nova cultura política baseada na busca do consenso e do respeito à diversidade, o FSM é marcado pelo intenso debate sobre alternativas ao modelo econômico baseado nos grandes negócios, promovendo o comercio justo, a economia solidária, a agricultura familiar, o trabalho decente, e uma série de temas que interessam diretamente à Alampyme, ao defender o papel das pequenas empresas na promoção e valorização das economias locais e regionais e também das culturas tradicionais sustentáveis.

O eixo 10 do FSM 2013 é bem preciso quanto à importancia desse debate. Ele propõe a construção de alterantivas ao capitalismo e à globalização neoliberal, que sejam reguladas por princípios de cooperação, justiça fiscal, redistribuição internacional de riquezas, centradas nas necessidades fundamentais dos povos, promovendo novas formas de produção, consumo e comercio, com energias renováveis e não nucleares e a proibição de paraísos fiscais.

Sergio Miletto, presidente da AlampymeBr, que integra o Conselho Internacional do FSM, esteve dia 30 de janeiro, quarta-feira, no Auditório da Ação Educativa, em São Paulo, onde foi realizado um painel sobre o FSM e os novos ativismos globais. "É importante essa mobilização em busca de alternativas ao controle da política pelas grandes corporações globais", disse ele, observando que esta era uma preocupação comum tanto dos Indignados da Espanha, que responsabilizaram essas empresas e os bancos pela enorme dívida privada da Espanha, os Occupy Wall Street, que se levantaram nos EUA contra a crise, os ativistas árabes, ao enfrentar didaturas protegidas pelos grandes negócios ocidentais, ou dos indígenas latinoamericanos que resistem àos megaprojetos.

As pequenas empresas estão muito mais próximas da luta por direitos sociais, da promoção das tecnologias sociais junto às comunidades, e da movimentação das economias locais em condições mais sustentáveis do que dos grandes negócios responsáveis pela crise mundial. Tanto que neste momento as micro e pequenas empresas são vistas como estratégicas para assegurar empregos e movimentar, a partir das bases economicas sociais, comunitárias e regionais, a economia de todo país. Por isso, é muito importante para a Alampyme acompanhar e participar desses debates, contribuir com as suas visões, e aproximar cada vez mais suas propostas dos movimentos que buscam justiça social e econômica.

A participação brasileira no FSM da Tunísia ainda está sendo construida, e geralmente os integrantes do Conselho Internacional no Brasil mobilizam esforços para assegurar uma representação equilibrada de movimentos e organizações sociais atuantes no processo, bem como das suas temáticas. Ao participar do processo, a AlampymeBr defende a construção de uma economia mundial em que as pequenas empresas e empreendimentos tenham papel social preponderante.

 

Da Redação

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