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Quem financia a Rede Globo?

quarta-feira 5 de junho de 2013

Somente em 2012, os canais de TV (abertos e por assinatura) das Organizações Globo arrecadaram R$ 20,8 bilhões de reais em anúncios, segundo informe da emissora. E de acordo com dados do Projeto Inter-Meios, da publicação Meio & Mensagem, cerca de dois terços da publicidade destinada à TV aberta ficaram com a Globo. Isto acontece espontaneamente no mercado publicitário? Não é assim. Matéria da jornalista Patrícia Benvenuti, no Jornal Brasil de Fato, sobre "O esquema Globo de publicidade" mostra as práticas da Rede Globo junto ao mercado publicitário brasileiro que resultam em mais de 16 milhões de comerciais por ano e um relacionamento com 6 mil agências.
Trata-se do pagamento das Bonificações por Volume (BV), apontado por especialistas como uma das causas do monopólio da mídia no país.

"Desconhecidas pela grande maioria da população, as Bonificações por Volume são comissões repassadas pelos veículos de comunicação às agências de publicidade, que variam conforme o volume de propaganda negociado entre eles", diz o jornal, informando ainda que a prática foi criada no Brasil no início da década de 1960 e passou a ser imitada por outros conglomerados. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) e editor da Revista Fórum, Renato Rovai, outro procedimento adotado pela emissora é o repasse antecipado dos bônus. “A Globo estabelece uma bonificação por volume de publicidade colocada e antecipa o recurso. Aí a empresa fica presa a cumprir esse objetivo. É assim que fazem o processo de concentração”, ressalta.

A matéria é reproduzida no site da Alampyme, para ajudar a quebrar o silêncio em torno do tema, apontato pelo diretor do Instituto Barão de Irataré, Altamiro Borges “É um tema-tabu, nenhum veículo fala. Como todo mundo utiliza, ninguém pode reclamar. Fica todo mundo meio cúmplice”, diz ele.

Para o presidente da Alampyme-Br, Sergio Miletto, que também integra a Atercom, este é um assunto que interessa a toda a sociedade, e particularmente aos que lutam contra os monopólios." Quando os grandes negócios dominam a midia e até o mercado publicitário, não sobra espaço para a diversidade, diz ele. "Para fortalecer a democracia em nosso continente, a democratização da Comunicação é fundamental e para que isso aconteça é urgente a revisão dos critérios de concessão de radiodifusão, assim como dos critérios de decisão de onde governos e estatais devem anunciar", aponta Sergio, chamando a atenção para o papel dos poderes públicos nesse setor.
Para ele, os critérios atuais de distribuição de verbas pública para a mídia, que beneficia os grandes conglomerados, fortalecem ainda mais o pensamento único e os interesses dos grandes anunciantes que são priorizados por esses meios.

Fonte: Brasil de Fato

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