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O sanfoneiro do Nordeste

quinta-feira 13 de dezembro de 2012

Parte das homenagens ao centenário de Luiz Gonzaga, o jornalista , escritor e biógrafo do músico, Assis Ângelo lançou dia 13 na Livraria Cortez, em São Paulo, o livro Lua Estrela Baião: A História de um Rei. mais que a trajetória musical do compositor, o autor mostra sua importãncia para a difusão da cultura nordestina no Brasil e no mundo. 

Uma característica que marcou o comportamento de Luiz Gonzaga, segundo o jornalista, que por várias vezes entrevistou o músico, foi a preocupação dele com a condição socioeconômica da população mais carente.Ele ia a Brasília reivindicar melhorias na aérea da saúde, da infraestrutura entre outras e conseguiu levar progresso neste sentido a localidades do Nordeste. Nos shows , fazia questão de se apresentar para o público que não tinha dinheiro para comprar ingressos. “Canto para o meu povo”, dizia ele. 

Apresentado no livro como “ o pai musical de boa parte da discografia brasileira”, o compositor e cantor Lua (como Gonzaga era chamado), passeou pelos vários gêneros e ritmos musicais entre os quais o baião, o xaxado, o xote, o fado e o samba, despertando a consciência de gerações para as questões sociais. Assis Ângelo ja havia lançado oustros dois livros sobre o Rei do Baião: Vou Contar pra Vocês, de 2006, já esgotado e o Dicionário Gonzagueando de A a Z. 

Outro testemunho da importancia de Luiz Gonzaga para o Nordeste é do cantor e compositor Sergival, apresentador do programa Puxe o Fole, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, para quem Luiz Gonzaga foi o responsável pela construção da identidade do sertanejo da região nos meios de comunicação de massa. “A imagem do nordestino projetada através do seu figurino – chapéu de couro, inspirado em Lampião, a jaqueta de couro, inspirada no vaqueiro, as alpercatas de couro, os embornais – todos esses elementos constituíram a grande contribuição de Luiz Gonzaga para popularizar o Nordeste como um todo no país”, relata. 

Estudioso da obra do artista, Sergival ressalta que ele e seus parceiros, como Humberto Teixeira e Zé Dantas, mapearam a cultura popular nordestina e a própria região geográfica nas letras de suas músicas .“Os animais, os pássaros, os rios e outros elementos citados nas letras retratam o cotidiano do nordestino, a agricultura de subsistência, a vegetação, a seca. E aí ele entra na questão social, nos reflexos da seca”, acrescenta.

(Da redação, com Agência Brasil) 

Confira no infográfico musical preparado pela Agência Brasil, exemplos da expressão regional do Nordeste pelas canções, ritmos e letras de Luiz Gonzaga.

 

 

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