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Mão biônica Open Source para uma criança

sexta-feira 22 de fevereiro de 2013

Nossa história começa com um carpinteiro sul-africano chamado Rich Van As sofrendo um acidente e perdendo quatro dedos em uma serra. E como perder para serra desqualifica pra ser Presidente, ele teve que continuar com a profissão. O que é ruim, sem dedos.

Procurando alternativas, só achou dedos mecânicos custando milhares de dólares. Sem desistir Rich achou o trabalho de um tal Ivan Owen, técnico de efeitos especiais no Estado de Washington, EUA. Os dois começaram a se corresponder, trocando idéias de próteses mecânicas, e logo criaram um projeto para chegar a uma solução barata, eficiente e customizável. Principalmente, Open Source.

O projeto atraiu atenção de muita gente, inclusive da Makerbot, que doou duas impressoas 3D para a dupla, permitindo que fizessem prototipagem rápida, troca de modelos de CAD e até produção de peças finais.

Depois de algum tempo chegaram a um design com 46 peças: 16 impressas em 3D, 28 prontas (parafusos, cordas de nylon, arruelas) e duas peças de termoplástico para customização. Eu sei, dá 47 peças, mas quem montou coisas complicadas sabe que é assim mesmo.

O custo total da mão ficou em US$150,00.

O primeiro usuário da mão biônica é um garotinho chamado Liam, filho de uma família sulafricana sem muitas posses. Liam nasceu sem os dedos na mão direita, e até seu aniversário, em Janeiro passado não tinha nenhuma alternativa.

A dupla de amigos/pesquisadores/projetistas soube do caso e correram atrás, customizando a mão para o braço do pequeno. No dia do aniversário, a mão foi seu maior presente.

Em três dias o moleque já estava fazendo isso (clique e veja vídeo no Youtube)

A mãe de Liam escreveu contando que ele não pára, brinca pra todo lado, mostra a mão pra todo mundo e na escolinha tanto alunos quanto professores ficaram maravilhados com a tecnologia.

O material torna a mão mais forte do que uma natural, mas isso só será problema quando Liam chegar na adolescência, e até lá já terão passado a dica de praticar num cachorro-quente.

A dupla disponibilizou todos os arquivos de CAD e instruções, sem qualquer tipo de licença ou patente.

O pagamento? Esta imagem, no momento em que usando um protótipo da mão Liam pela primeira vez na vida pegou um objeto com sua mão direita:

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Nenhum dos dois é cientista, nenhum dos dois é engenheiro, mas Rich Van As mostrou que isso não é problema, e com boa vontade, ciência e tecnologia até um marceneiro pode praticar pequenos milagres.

Fonte: SoftwareLivre

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