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Encontro do PIPE reuniu 170 pesquisadores e empresários

sexta-feira 21 de março de 2014

O objetivo do encontro foi apresentar o Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) e esclarecer dúvidas de interessados no apoio da Fundação relacionadas à formulação de propostas de pesquisa para a inovação no âmbito do programa.

Promovido periodicamente pela FAPESP, com o apoio do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), o evento também tem sido realizado em diferentes municípios do interior paulista. Hoje, a maioria dos projetos aprovados no PIPE está concentrada em São Paulo, Campinas, São Carlos, Ribeirão Preto e São José dos Campos.

"O apoio do Ciesp e da Anpei à organização desses encontros é valioso para ampliar o número de bons projetos e contribui para impulsionar a competitividade de pequenas empresas inovadoras em todo o Estado", disse Sérgio Queiroz, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador adjunto da área de Pesquisa para Inovação da FAPESP.

Até 28 de abril, candidatos interessados em participar do segundo ciclo de análise de propostas do PIPE de 2014 podem apresentar projetos. Nessa etapa do programa, a FAPESP disponibilizará até R$ 15 milhões para financiamento dos projetos selecionados. Ainda em 2014 haverá outras duas oportunidades para submissão de propostas, com prazos finais em 21 de julho e 13 de outubro.

Para Naldo Dantas, secretário executivo da Anpei, "o PIPE faz uma enorme diferença e oferece uma grande contribuição à inovação em São Paulo, pois o programa demanda muito empenho e elaboração sobre a inovação e como ela se insere no cenário econômico. A ambição é construir uma plataforma de inovação no Estado".

Desde 1997, a FAPESP desembolsou mais de R$ 270 milhões distribuídos entre 1.170 auxílios a pesquisa para desenvolvimento da inovação em produtos, processos e serviços, em todas as áreas do conhecimento. Podem apresentar propostas pesquisadores ligados a empresas de pequeno porte (com até 250 empregados) com unidade de pesquisa e desenvolvimento no Estado de São Paulo.

O valor máximo do apoio da FAPESP a cada projeto selecionado é de R$ 1,2 milhão, em duas fases. Na fase 1, até R$ 200 mil podem ser destinados ao longo de nove meses para a demonstração da viabilidade técnica e econômica da inovação proposta. Para a fase 2, de execução do produto, processo ou serviço em prazo de até 24 meses, o limite de recursos por projeto é R$ 1 milhão. A Fundação também analisa propostas de pesquisa para a Fase 2 Direta, nos casos em que a análise de viabilidade da inovação estiver concluída.

Durante o encontro, Flávio Grynszpan, diretor adjunto de tecnologia da Anpei, destacou que o fomento da FAPESP, por meio do PIPE, tem dotado o parque de inovação brasileiro de empresas mais atuantes no cenário global. "Esperamos que as empresas com perfil inovador apoiadas pelo programa criem mais oportunidades para a participação do Brasil no mercado internacional de produtos e serviços e no mercado de capitais", disse.

Os resultados do processo de seleção de propostas no segundo ciclo de análise deste ano serão divulgados pela FAPESP em 29 de agosto de 2014. Os proponentes receberão pareceres técnicos de avaliadores que poderão ser úteis para o aperfeiçoamento da proposta, mesmo em caso de não aprovação. Neste caso, o proponente poderá reformular e reapresentar uma nova solicitação de apoio em ciclo subsequente.

A chamada de propostas para o segundo ciclo de análise do PIPE em 2014 está publicada em http://www.fapesp.br/8477 e as normas do programa, em www.fapesp.br/pipe.

Inovação na agricultura

O caso da empresa Promip, que obteve seu primeiro apoio no PIPE em 2007, foi apresentado por seu diretor geral, o pesquisador Marcelo Poletti, durante o "Diálogo sobre Apoio à Pesquisa para Inovação na Pequena Empresa", na quarta-feira (19/3).

Criada em 2006 por Poletti e colegas egressos do curso de pós-graduação em Entomologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), em Piracicaba, no interior de São Paulo, a empresa criou, com o apoio do PIPE, uma "inovação de ruptura": a produção de ácaros predadores para combate a pragas na agricultura.

Inicialmente sediada na EsalqTec, incubadora de empresas da Esalq/USP, a Promip instalou em 2009 sua biofábrica em uma estação experimental no município Engenheiro Coelho, a 170 quilômetros de São Paulo. Hoje, com faturamento anual de R$ 3 milhões, a empresa comercializa 40 milhões de ácaros utilizados no tratamento de 2.500 hectares de culturas estigmatizadas pelo uso de agrotóxicos, como tomate, morango e alface.

Desde dezembro de 2013, quando obteve a aprovação de um segundo projeto no PIPE, desta vez diretamente na fase 2 do Programa, a Promip se prepara para produzir e integrar agentes polinizadores (abelhas sem ferrão) ao controle biológico de pragas, com a meta de aumentar em 30% a 40% a produtividade de lavouras alvos de pragas.

(Fernando Cunha/Agência FAPESP)

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