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Caminhos para uma integração mais participativa

quarta-feira 17 de abril de 2013

A integração regional tem sido mencionada enfaticamente como objetivo prioritário da política externa de diversos países da região, entre eles especificamente do Brasil. Muito tem se avançado nos últimos dez anos na sua institucionalização política na América do Sul, através dos organismos já existentes ou criados durante essa década, tais como Mercosul, UNASUL e CELAC.

Entretanto, e se bem o ritmo para avanços e consolidações de tais processos geralmente é parcimonioso por conta dos inumeráveis acordos necessários, nos últimos três anos o lento crescimento das negociações e da institucionalização chama a atenção. A crise global e a entrada do Brasil em instituições e espaços da governança econômica global recentemente criados (BRICS, Cúpula presidencial do G20 financeiro) ou já existentes (Comitê de Basiléia, Comitê de Estabilidade Financeira) estão com certeza entre as causas dessa maior lentidão. Neste sentido analisar ambos os processos, regional e global, de forma combinada contribui ao seu melhor entendimento.

O momento de grave crise econômico-financeira que vive o mundo desde 2008 tem também acarretado impactos e provocado mudanças substantivas que desenharam na região uma nova situação conjuntural, não só do ponto de vista econômico como social e de impacto territorial. E evidentemente tudo isto acarreta a necessidade de novas respostas e disputas de interesses entre os diversos setores, entre estes, os dos movimentos sociais.

A integração regional passa um momento particularmente complexo, onde o golpe de Paraguai pode ser lido de forma resumida, como um sinal de alerta pelo ressurgimento dos interesses da velha ALCA. O traslado das prioridades comerciais para as costas do Pacifico, o avanço das negociações do Acordo do Pacifico e do TPP – Trans Pacific Partnership – e as tensões e diferenças políticas crescentes entre os países coloca novos desafios ao Mercosul e a UNASUL e as próprias possibilidades da integração. 

Uma vez que a inserção regional integrada continua imprescindível, tanto pelas condições que cria na própria região quanto pelo reforço do poder negociador em âmbito global, o seminário “A Integração Regional frente à Crise Global” realizado pelo Instituto Equit, REBRIP e CUT nos dias 22 e 23 de novembro de 2012 se propôs a debater as necessárias propostas e medidas que permitam o avanço e fortalecimento do processo regional numa perspectiva democrática e de maior participação da sociedade civil nos rumos e ênfases da integração.

 

Um dos organizadores do seminário, o Instituto Equit também está divulgando sua nova publicação, em parceria com o Transnational Institute (TNI), "Una alternativa desde el Sur: la Nueva Arquitectura Financiera Regional".

 

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