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Brasil precisa estimular empreendedorismo para ampliar economia, alerta CNI

segunda-feira 24 de junho de 2013

O Brasil precisa estimular o empreendedorismo entre os jovens. De acordo com o presidente do Conselho Temático da Micro e Pequena Empresa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Lucas Izoton Vieira, apesar do grande número de empresários no país, a maioria é por necessidade, e não por talento ou vontade. “Precisamos fazer um grande plano de nação: implementar a pedagogia empreendedora desde a infância, ensino fundamental, passando pelo ensino médio e superior. Dessa forma, poderemos crescer de maneira mais rápida e atingir, inclusive, o mercado internacional”, garantiu.

Vieira foi um dos palestrantes do seminário Pense nas Pequenas Primeiro, realizado na sede da CNI, em Brasília (DF), nesta quarta (12). Segundo ele, as lideranças políticas e empresariais, e até mesmo órgãos públicos, ainda não compreendem a importância dos pequenos negócios para o Brasil. “Temos 640 mil indústrias, sendo que 95% delas têm menos de 50 funcionários. Precisamos trabalhar junto ao governo para promover melhorias no Simples, ampliar as linhas de financiamento, proporcionar condições para que os pequenos negócios possam aproveitar programas de inovação e, principalmente, capacitar os empreendedores”, disse.

De acordo com o secretário de Competitividade e Gestão da Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa, Carlos Leony da Cunha, o crescimento da micro e da pequena empresa ainda é insuficiente para a demanda de emprego e renda da economia brasileira. “Há um peso excessivo de tributos. É preciso unificar isso. O custo de operação é extremamente alto para o tamanho delas e, o lucro, baixo”, criticou Cunha.

Para tentar transformar essa realidade, a Câmara dos Deputados criou uma comissão especial para tratar da revisão da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, em vigor desde 2006. “No projeto de lei que estamos formulando fazemos diversas proposições que visam corrigir os problemas enfrentados pelo micro e pequeno empreendedor. A ideia é reduzir a burocracia, estimular as exportações e livrar as empresas da substituição tributária”, explica o presidente da Frente Parlamentar do tema na Câmara, deputado Pedro Eugênio (PT-PE).

 

EXPERIÊNCIAS INTERNACIONAIS - Ainda durante o seminário, representantes da Alemanha, França e Reino Unido falaram sobre experiências de sucesso na área. Na Alemanha, o destaque foi para a competição estimulada pelo governo entre os clusters (concentração de empresas com características semelhantes) com o objetivo de fomentar o desenvolvimento regional.

No Reino Unido, a diferenciação de tributos, facilidades de créditos, estímulo à inovação tecnológica e importância da qualificação profissional foram apontadas como medidas necessárias para o crescimento econômico.

Da França veio o exemplo de atuação da Agência Francesa para o Meio Ambiente e Energia (Ademe). O órgão público estimula e apoia as eco-empresas. “A França tem lutado para alcançar excelência no campo ambiental. Até 2020, pretendemos aumentar em 20% nossa eficiência energética, claro, com crescimento. Investindo em energia limpa e gestão de resíduos, as empresas podem melhorar sua eficiência e minimizar efeitos ambientais negativos”, esclareceu a diretora da Ademe, Dominique Campana.

Fonte: Portal da Indústria

 

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