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Anular as dívidas contraidas nas ditaduras, propõe Miletto no Equador

quarta-feira 31 de julho de 2013

Um dos aspectos que tal observatório levaria em conta seria o impacto sobre as micro, pequenas e médias empresas da região ou do país envolvido no endividamento. Ele também defendeu que acordos comerciais não sejam aprovados com países que agridem os direitos humanos, como é o caso de Israel e a comercialização de produtos e serviços envolvendo a violação de direitos do povo palestino. Outra proposta de Sergio Miletto é que todas as dívidas contraídas por ditadores sejam anuladas, por serem ilegítimas e associadas à acordos com estados repressivos. No final dos debates desta quarta-feira(31), foi aprovada a proposta de se fazer a declaração de Quito e a criação de um clube de países que negociem suas dívidas conjuntamente. "Se querem negociar com Tunisia, tem que negociar com todos", resume Miletto.

As mudanças a serem feitas são grandes e as estratégias ainda precisam ser definidas, mas Miletto salienta que a América Latina ainda é uma colônia, e que é preciso buscar uma nova independência. Ele acusa padrões mentais incutidos no continente de que, se há dívida, é preciso pagar. Porém, apontou ele, diante das imposições associadas aos endividamentos e a apropriação de recursos e conhecimentos pelas grandes economias, "crescer é um milagre". Bastante indagado sobre o processo no Brasil, o presidente da Alampyme lembrou do esforço em inserir o tema da dívida de forma crítica junto a um empresariado cujas lideranças há pouco mais de uma década, ameaçavam deixar o Brasil caso o então candidato Lula, formado no campo popular da luta política, chegasse ao poder.

Na busca da descolonização e da independência do continente, Sergio apontou a proteção aos produtos e saberes da região frente aos interesses das transnacionais, e a adoção de políticas de desenvolvimento social com protagonismo das pequenas empresas e dos movimentos sociais como propostas para estratégias comuns. Em um momento do debate que focalizou o papel do BNDES no Brasil, foi patente o reconhecimento do poder que este banco tem para se contrapor ao Banco Mundial e adotar políticas diferenciadas. Porem, alertou Miletto, é preciso que a sociedade civil e os micro e pequenos empresários tenham assento no conselho de administração do Banco para trabalhar os critérios de aprovação dos financiamentos, ou os modelos ditados pelos grandes se reproduzem.

Saiba mais sobre o Seminário Internacional em curso no Ecuador, sobre "Transparência e Abusos do Poder de Mercado" no artigo A dívida asfixia os países, mostra seminário no Equador, e transmissão online em Alampyme.BR

A dívida asfixia os países, mostra seminário no Equador

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