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América Latina sofre com baixo nível de investimento privado em inovação, diz relatório

terça-feira 6 de novembro de 2012

O documento “Sinais de Competitividade das Américas”, divulgado em 25 de outubro, indica que, para estimular as atividades de inovação, é necessário “uma coordenação entre as políticas tecnológicas e de inovação e as políticas de desenvolvimento produtivo e empresarial”.

Na América Latina, a origem principal dos investimentos continua sendo as instituições públicas ? como organismos governamentais e universidades ?, totalizando 59% dos gastos totais com P&D, enquanto que nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) os aportes do governo se limitam a 35% do total.

Progresso lento
O estudo destaca o “modesto” avanço na proporção dos investimentos em P&D na América Latina e Caribe na última década, em comparação com o desempenho dos países industrializados. Dados da Rede de Indicadores de Ciência e Tecnologia (RICYT, na sigla em espanhol) revelam que os aportes latino-americanos passaram de 0,55% do Produto Interno Bruto (PIB) em 1999, para apenas 0,69% do PIB em 2009. Em contrapartida, no mesmo período, os membros da OCDE aumentaram seus investimentos de 2,16% para 2,40%.

“Além disso, na América Latina e Caribe as iniciativas para melhorar os investimentos em P&D se concentram em poucos países. Em 2007, 60% dos gastos em P&D da região se realizaram no Brasil, país com a mais alta taxa de intensidade de P&D na região, com 1,09% do PIB”, afirma o relatório.

De acordo com dados publicados em “Sinais de Competitividade das Américas”, nos últimos anos os países da América Central não investiram mais do que 0,1% do PIB em P&D, enquanto que no Brasil esse percentual foi de aproximadamente 1,2%. Dados do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) mostram que, em 2010, o dispêndio com P&D do Brasil foi de 1,16% do PIB, sendo 0,61% do setor público e 0,55% do setor privado.
 
Pesquisadores nas empresas
Outra grande dificuldade dos países latino-americanos para avançar no cenário da inovação é a escassez de pesquisadores no setor produtivo, aponta o estudo. O documento mostra que, em média, as empresas da região concentram 40% dos pesquisadores; na OCDE, esse percentual é de 64%. “Essa diferença se explica por uma combinação de fatores que incluem, entre outros, mecanismos deficientes para inserção no mercado, a orientação das habilidades de pesquisa (dirigidas em muitos casos para a pesquisa básica), a falta de correspondência entre a oferta e a demanda (falta de relevância ou aplicabilidade às necessidades da indústria) e particularidades dos sistemas institucionais que contribuem para manter isolados os sistemas de pesquisa e educação das empresas (falta de incentivo para a mobilidade).”
 

Desta forma, o desempenho tecnológico das economias do continente permanece abaixo da média. Em 2009, por exemplo, a América Latina e o Caribe registraram menos de uma patente por 100 mil habitantes no USPTO (escritório de patentes dos Estados Unidos). No mesmo ano, a Coreia do Sul registrou 18 patentes a cada 100 mil habitantes na agência norte-americana.

 

Fonte: Inovação Unicamp

 

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