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América Latina precisar criar 40 milhões de empregos até 2020

quinta-feira 7 de março de 2013

“A região registrou progressos importantes mas devem ser atendidos com urgência desafios relacionados com o mundo do trabalho”, disse a Diretora da OIT para a América Latina e o Caribe, Elizabeth Tinoco, que participou nesta terça-feira do Fórum Econômico Político Laboral 2013, organizado pela COPARMEX em Monterrey.
Tinoco destacou que a América Latina teve um ciclo de crescimento econômico positivo durante os últimos anos, o que foi fundamental para conseguir uma redução da taxa de desemprego urbano até níveis mínimos históricos de 6,4% na média regional, mas ao mesmo tempo alertou que é necessário estar atento aos efeitos que poderia ter a crise internacional.
A representante da OIT disse que além das taxas é preciso enfrentar os temas relacionados com a qualidade desses postos de trabalho e qualificou a alta informalidade e a baixa produtividade como “problemas endêmicos” para a região.
“A informalidade laboral representa um desafio prioritário para a América Latina, é um problema estrutural e multidimensional que requer estratégias integradas para enfrenta-lo”, afirmou, durante palestra no Fórum de empregadores mexicanos. Recordou que em nível latino-americano a taxa de informalidade não agrícola é de 47%, ainda muito elevada. No México, segundo os últimos dados oficiais, é de 60%.
Acrescentou que segundo as estimativas da OIT mesmo que a região conseguisse melhorar suas perspectivas de crescimento econômico e alcançar um índice anualizado de 4%, a informalidade demoraria 55 anos para reduzir-se à metade e, portanto, insistiu na necessidade de tomar medidas que vão além do âmbito laboral, por exemplo o favorecimento à criação de empresas sustentáveis.
“Devemos ter claro que não haverá formalidade laboral se não avançamos na formalidade empresarial”, acrescentou.
Tinoco disse que o setor privado é essencial na equação para a geração de mais e melhores postos de trabalho e recordou que as empresas geram cerca de 80% do emprego disponível atualmente.
Destacou que a geração de emprego é um desafio permanente pois a população economicamente ativa da América Latina aumenta 2,5% ao ano, “e isto significa que anualmente se incorporam pouco mais de 5 milhões de pessoas aos mercados de trabalho”.
“De hoje a 2020 na América Latina precisamos criar pouco mais de 40 milhões de empregos somente para absorver o crescimento da população economicamente ativa”, disse Tinoco.
Com relação à produtividade, a Diretora Regional da OIT destacou que a região cresceu abaixo do registrado em outras partes do mundo apesar dos bons resultados econômicos. “Melhorar a produtividade é talvez o maior desafio da região em um contexto de crescimento”.
“A melhoria da produtividade tem um grande potencial, não somente pode tornar sustentável o crescimento, mas também pode transformá-lo em bem estar para uma maior quantidade de pessoas”, disse Tinoco, que reforçou novamente que é necessário colocar em prática uma combinação de políticas e intervenções de múltiplos atores, pois a produtividade “não aumenta por decreto”.

 

Fonte: OIT

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