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Aberta em Brasília a Cúpula Social do Mercosul

quarta-feira 5 de dezembro de 2012

 

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antônio Patriota, afirmou que a questão social e participativa é condição essencial para a integração no Mercosul. “É um reflexo da maturidade da democracia. A integração passou de ser um objetivo compartilhado pelas sociedades dos Estados membros para uma realidade. O Mercosul hoje é um autêntico projeto de desenvolvimento, não é um mero projeto de construção de um espaço econômico. Os benefícios da integração devem ser para todos”, afirmou.

 

Patriota disse esperar o restabelecimento o quanto antes da ordem democrática no Paraguai, para que o país possa voltar ao Mercosul e à Unasul. “Ao suspender o Paraguai, nada fizemos que possa prejudicar o povo paraguaio, ao contrário, o queremos sempre mais próximos”, disse. O chanceler ressaltou ainda a importância da institucionalização do Estatuto da Cidadania do Mercosul, onde a ampliação do acordo de residência é prioridade, além de lembrar que 2012-2013 é o Ano da Juventude do Mercosul.

 

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, ressaltou o que chamou de “significado histórico desta Cúpula Social”. “Houve um tempo em que mal podíamos nos encontrar. Enfrentamos muitas dificuldades, mas é importante celebrar as vitórias alcançadas por nossas lutas, como a conquista democrática. Queremos dar passos na direção de um novo modelo de desenvolvimento efetivamente sustentável para nossos países (…) e construir uma democracia participativa, onde a sociedade civil tome nas suas mãos as decisões de seus povos”, disse.

O coordenador das Centrais Sindicais do Cone Sul, Valdir Vicente, e a vice-ministra venezuelana para America Latina e Caribe, Veronica Guerrero, saudaram a entrada da Venezuela no bloco, cujos representantes participarão da Cúpula Social do Mercosul pela primeira vez. Verônica mandou “saludos revolucionários” por parte do presidente Hugo Chávez e ressaltou a importância da pressão da sociedade civil para a entrada da Venezuela no bloco.

 

Apesar da suspensão do governo do Paraguai do Mercosul depois da destituição de Fernando Lugo, em junho, Nicolas Cabalera representou a sociedade civil paraguaia. “Meu país está passando por um momento difícil. Por isso estamos duplamente agradecidos por estar aqui. Porque os meios de comunicação não refletem a voz de 90% da população paraguaia”, disse.

O secretário de Cultura do Distrito Federal, Hamilton Pereira, representando o governador Agnelo Queiroz na abertura da Cúpula Social do Mercosul, citou o arquiteto Oscar Niemeyer para saudar a escolha de Brasília como sede do evento. “Brasília é produto da imaginação da esquerda brasileira, desenhada pela mão mágica de Oscar Niemeyer. Brasília recupera sua vocação de participação popular, de reconstrução democrática e participativa do governo”, disse.

 

O vice-ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Roberto Conde, também se dirigiu ao povo paraguaio: “Vocês são membros de um governo que teve que tomar a dolorosa decisão de sancionar a outro que atentou conta a democracia. Os governos se dividem, mas o povos jamais se dividirão. A unidade se fortalece com a luta democrática comum a todos nós”, afirmou. Conde também defendeu o ingresso da Bolívia ao bloco, para que o Mercosul represente as assimetrias da região, e disse que o povo boliviano é o mais injustiçado da América do Sul.

 

O alto representante do Mercosul, Ivan Ramalho, disse que o bloco é um projeto consolidado, cujas relações comerciais entre os países integrantes passaram de US$ 5 bilhões para U$ 50 bilhões. Com o ingresso da Venezuela, o PIB do bloco chegou a mais de US$ 3 trilhões. “Agora temos que nos voltar mais para área social e divulgar mais os avanços do Mercosul nesse sentido”, disse.

Participante histórico da integração sulamericana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve participação à distância na Cúpula Social do Mercosul, defendendo uma integração mais justa, participativa e democrática. Confira

 

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