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A caminho do Nordeste

terça-feira 23 de outubro de 2012

A Hores Representation of Companies, trading de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, terá encontros com 33 empresas brasileiras durante as rodadas de negócios do 16º Encontro Internacional de Negócios do Nordeste (Einne), em Salvador, na Bahia. Organizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o evento acontece de 23 a 25 de outubro e reunirá 82 compradores de 31 países, que vão se encontrar com 230 empresários dos nove estados nordestinos.

O encontro é voltado para micro e pequenas empresas. O representante da Hores vem ao Brasil em busca de itens variados, como amêndoas, carne, pescados, roupas profissionais, cosméticos, produtos de beleza, produtos naturais, produtos de saúde, luminárias, itens de cama, mesa e banho, bordados, móveis, artigos de decoração, produtos de cozinha, mármores e granitos, plástico e equipamentos de petróleo e gás.

"Eles já participaram em 2011 do Encontro Internacional de Negócios de Maceió. Por meio deste evento, identificamos esta empresa como um bom comprador", conta Cristiane Mota, gestora do Einne e analista de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Serviço do Sebrae-Bahia. Segundo Mota, no ano passado, os principais itens buscados pelos árabes foram alimentos, como açúcar e produtos de milho, além de produtos para construção civil. A empresa também estava procurando transferência de tecnologia com companhias brasileiras.

Para ela, a distância e a língua ainda são barreiras que limitam o relacionamento entre empresas árabes e brasileiras. "O maior número de importadores que teremos no evento são de países da África que falam português, como Angola e Cabo Verde, e também da América do Sul", aponta. O encontro começa dia 23 com um seminário para as companhias brasileiras, enquanto as rodadas de negócios com os importadores acontecem nos dias 24 e 25.

Além da empresa dos Emirados Árabes, também já confirmaram a participação no evento importadores da Alemanha, Itália, Áustria, Espanha, Bélgica, Suíça, França, Portugal, Romênia, Rússia, Canadá, Estados Unidos, Chile, Colômbia, Panamá, Cuba, México, Equador, Guatemala, Guiné-Bissau, Angola, Cabo Verde, Paraguai, Peru, Bolívia, Argentina e Uruguai.

Internacionalização

Segundo a gestora do Einne, as exportações das empresas nordestinas estão concentradas entre as grandes companhias. Entre as pequenas, os estágios de internacionalização variam bastante, segundo Mota. "Temos empresas que já estão em um processo avançado de internacionalização, não só exportando, como também se preparando para competir com empresas estrangeiras que estão se instalando no Brasil, mas também temos empresas que estão começando a exportar", diz.

O Einne seleciona as empresas com potencial para exportar para as rododas de negócios e também as capacita para a participação nos encontros e o mercado internacional. Mota explica que o foco é preparar essas empresas para que sejam competitivas no mercado brasileiro para depois, consequentemente, conquistarem uma fatia no mercado externo.

A previsão dos organizadores do Einne é que as rodadas em Salvador gerem R$ 600 mil em negócios já durante o evento e R$ 35 milhões em negócios futuros. Na edição anterior, que ocorreu em Olinda, Pernambuco, foram gerados R$ 307 mil em negócios imediatos.

 

 

Fonte: ANBA

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